quinta-feira, 14 de junho de 2012

Geleia caseira de tangerina

Às vezes dá aquela vontade de comer uma coisinha leve antes de dormir, não é? Eu pelo menos, adoro um cházinho com torradas. E para acompanhá-las nada melhor do que uma geleia caseira que aprendí a fazer com uma francêsa, dona de uma pousada em Arraial do Cabo (RJ).
A receita é facílima de fazer, com certeza todos irão gostar. Mas antes quero lembrar que alguns cuidados com a higiene de frutas e legumes são importantes antes do seu consumo, e para isso, deve-se lavá-las e deixá-las de molho em uma vasilha com 1 colher (sopa) de hipoclorito de sódio (água sanitária), para cada litro de água. Depois é só lavá-las em água corrente e consumí-las.

                  Geleia de Cascas de Tangerina ou (Mexerica)
Ingredientes
cascas da tangerina de 4 tangerinas
água para cobrí-las
açúcar ou adoçante que possa ir ao fogo, eu uso o açúcar light da União

Preparo
As cascas de 4 tangerinas já dão uma boa quantidade de geleia. Mas você pode aumentar depois de fazer a receita e gostar. Juntar na geladeira as cascas da tangerina em um pote com água.  Trocar a água 3 vezes ao dia, desta forma, tira-se o amargo da casca. Faça isso durante uns 3 dias, é o suficiente. Pode-se ir juntando aos poucos, e quando já tiver a quantidade de cascas de tangerina, jogar aquela água fora. Colocar as cascas em uma panela com um pouco de água nova, para cozinhar até as cascas ficarem bem macias. Quando as cascas estiverem macias, desligar o fogo, jogar a água fora e esperar esfriar um pouco. Em seguida batê-las no liquidificador. Dependendo da consistência que se quer dar à sua geleia, pode-se também cortá-las em tirinhas. A seguir em uma panela, colocar 3 colheres de açúcar ou do adoçante que possa ir ao fogo, meio copo de água e as cascas de tangerina (as medidas vão depender da quantidade de cascas que tiver juntado). Deixar em fogo baixo,  e ir mexendo para não queimar e ganhar consistência de geleia. Guarde em vidros de geleias limpos e esterelizados.
Observação: por não ter conservantes, a geleia caseira deve ser guardada na geladeira. Dura uma semana.



terça-feira, 12 de junho de 2012

O que é a Cúpula dos Povos

De 15 a 23 de junho no Aterro do Flamengo Rio de Janeiro, acontecerá a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, um evento organizado pela sociedade civil global que acontecerá paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20.
Por quê?
A Rio+20 marca os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92).
Segundo os organizadores do evento, nestas duas décadas, a falta de ações para superar a injustiça social ambiental tem frustrado expectativas e desacreditado a ONU. A pauta prevista para a Rio+20 oficial – a chamada “economia verde” e a institucionalidade global – é considerada como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas. Para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. Ela faz parte de um processo de acúmulos históricos e convergências das lutas locais, regionais e globais.
Diante disso, o evento pretende transformar o momento da Rio+20 numa oportunidade para tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. “Venha reinventar o mundo” é o chamado, um convite à participação para as organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo.
O espaço será organizado em grupos de discussão autogestionados, na Assembleia Permanente dos Povos e num espaço para organizações e movimentos sociais exporem, praticarem e dialogarem com a sociedade sobre suas experiências e projetos, chamado de Territórios do Futuro. As ações da Cúpula estarão todas interligadas. Clique aqui para ver a programação.
A ideia é que a Assembleia Permanente dos Povos – o principal fórum político da Cúpula, se organize em torno de três eixos e debata as causas estruturais da atual crise civilizatória, sem fragmentá-la em crises específicas – energética, financeira, ambiental, alimentar. Com isso, o evento pretende afirmar paradigmas novos e alternativos construídos pelos povos e apontar a agenda política para o próximo período.
 Os três eixos são: denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, soluções e novos paradigmas dos povos e estimular organizações e movimentos sociais a articular processos de luta anticapitalista pós-Rio+20. O território da Cúpula dos Povos será organizado de forma livre da presença corporativa e com base na economia solidária, agroecologia, em culturas digitais, ações de comunidades indígenas e quilombolas. Esse encontro da cidadania, que também contará com atrações culturais, ficará aberto até o fim da Cúpula, no dia 23.
 O Grupo de Articulação da Cúpula, formado por mais de 50 redes nacionais e internacionais, identificou os principais temas a serem debatidos durante a conferência e dividiu essas abordagens em três eixos, que servirão como um ‘guia prático’ das atividades.
Entenda os três eixos que norteiam a Cúpula
Denunciar as causas da crise socioambiental, apresentar soluções práticas e fortalecer movimentos sociais do Brasil e do mundo. Quem participar da Cúpula dos Povos na Rio+20 vai encontrar uma programação estruturada nesses três pilares.
O primeiro eixo tem um caráter crítico. Com a denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital, a Cúpula pretende expor à sociedade civil as razões dos problemas de ordem social e ambiental do planeta – ao contrário da Rio+20, como lembra Ivo Lesbaupin, da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong). Como o atual sistema econômico também é visto pela Cúpula como um entrave ao desenvolvimento verdadeiramente sustentável, a Rio+20 é entendida como um evento de falsas soluções. Segundo Lesbaupin, o modelo econômico se baseia na alta produção e no alto consumo. Com a crise, o capitalismo está encontrando uma nova forma de aumentar esses índices: explorando e mercantilizando os recursos naturais do planeta. Para ele, a economia verde não é solução, é agravante”.
Segundo eixo: As soluções já existem - Com a participação de representantes de diversos países, a Cúpula vai apresentar soluções e novos paradigmas dos povos para os problemas mais graves enfrentados hoje no mundo, sendo o principal eixo do evento, já que a crítica tem mais força quando se apresenta as soluções. A organização do evento pretende mostrar que é possível fazer diferente, valorizar as soluções dos povos e levar práticas em vez de teorias. Irá mostrar também importantes iniciativas. Uma delas é a agroecologia, que permite a produção de produtos agrícolas sem o uso de agrotóxicos, não maltrata o solo e gera empregos e renda ao estimular a agricultura familiar. Outra prática é a da economia solidária, que valoriza, acima de tudo, o capital humano, com base no cooperativismo para a produção de bens e serviços. Além desses modos de produção alternativos, também vai dar visibilidade a tecnologias sociais, como a construção de cisternas sustentáveis no semiárido nordestino. Por fim, o terceiro eixo vai estimular organizações e movimentos sociais a articular processos de luta anticapitalista pós-Rio+20. Para isso, durante o encontro, os grupos deverão integrar agendas e campanhas.
No próximo post, vou publicar o conteúdo da "Carta dos Povos". A Carta é um primeiro lançamento e um convite para o diálogo. O texto se inspira na histórica Carta da Liberdade (Freedom Charter) nascida na África do Sul, estandarte do movimento antiapartheid da época e adotada em 1955 pelo Congresso do Povo. Foi redigida pelas equipes de animação do Fórum para uma nova Governança Mundial e pelas Assembléias Regionais de Cidadãos, solidários e participantes engajados dos movimentos populares que estão lutando nos diferentes continentes.
Esse é o momento de luta e conscientização para salvar o Planeta. É o momento também de reflexão sobre as desigualdades sociais e de discussão sobre o que queremos para as futuras gerações.
A seguir assista ao vídeo sobre o tema:                                     


Participe! Mais informações no site oficial da Cúpila dos Povos - www.cúpuladospovos.org.br


Você é o principal responsável pela sua felicidade

O post de hoje se originou de uma conversa que eu tive com uma amiga que está triste por estar sozinha, enquanto hoje muitos casais comemoram o Dia dos Namorados. Acho que usei todos os meus argumentos para fazê-la entender que isso é apenas um detalhe... Que a vida tem muitos encantos... que tudo tem a sua hora, e blá,blá,blá...
Segundo as pesquisas do IBGE, no Brasil, o percentual de pessoas solteiras é de 60% para os homens, e 52% para as mulheres. E apesar de algumas pessoas afirmarem "não querer" compromisso sério, a grande maioria está à procura da cara-metade. Tenho visto muitos homens afirmarem que as mulheres só estão a fim de "curtir", por outro lado as mulheres dizem que os homens estão muito "galinhas"... Talvez essas mensagens que as pessoas passam para o sexo oposto seja o X da questão. Por que elas dizem uma coisa e fazem o outra? Não sou psicóloga mas posso afirmar, após ter observado bastante que: todos estão à procura da pessoa "especial" ou da "alma gêmea". Talvez até um pouco "fora da realidade", já que toda pessoa se torna especial aos olhos de quem a ama, e a alma gêmea talvez seja uma invenção, ou melhor ainda, um "encontro" para quem realmente a merece (coisa espiritual). Vejo que muitos relacionamentos começam nas "baladas", mas o que tenho visto é que a maioria deles não duram muito... E daí, as pessoas voltam novamente às baladas, ou "à caça", como dizem... Nada contra as baladas, eu até gosto de diversão, mas acrescento que, se a pessoa quer encontrar alguém para um compromisso, não deveria enviar "mensagens" equivocadas sobre suas intenções. Acredito que o que está acontecendo é a incorporação de "novos valores e exigências" em relação aos relacionamentos, já que a grande maioria dos "solteiros" vêm de casamentos desfeitos, de relacionamentos anteriores mal-sucedidos ou de famílias de pais separados. E isso, pode estar gerando um certo medo de compromisso ou de um novo relacionamento, não acham? Acrescenta-se ao fato, o nível de exigência das mulheres estar "muito alto", talvez em decorrência delas estarem mais preparadas e serem mais bem-sucedidas em suas carreiras. Acho ótimo! Acho também que ninguém deve aceitar "qualquer um" para não ficar sozinho. É preciso ter afinidades e ver o mundo de forma semelhante. Talvez seja importante fazer uma reflexão para entender se o real motivo de estar só, não estaria lá no inconsciente. Ou ainda, se a pessoa não estaria à procura de alguém "irreal" e "perfeito", se o culto pela aparência física não estaria gerando expectativas exageradas. As respostas cada um irá encontrar. E lembre-se que: "você é o principal responsável pela sua felicidade"...
E para encerrar, segundo mais "pesquisas", os estados brasileiros que mais têm pessoas solteiras são: o Amapá e São Paulo. Então, que tal passar umas férias por lá? Vai que...
Há pouco tempo eu recebí um e-mail que dizia: "...E daí se vou passar o "Dia dos Namorados" sozinha (o); eu não passo o "Dia do Índio" com um índio, e nem o "Dia de Finados" com um defunto..."






segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amazônia, é preciso preservá-la...

O que é a Rio+20
Você já deve ter lido na internet ou visto na TV que, em 2012, o Brasil será sede de uma importante conferência da ONU - Organização das Nações Unidas: a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, apelidada de Rio+20. Mas você faz ideia do que acontecerá durante esse evento? Do que ele representa para o nosso futuro?
Em junho, líderes dos 193 Estados que fazem parte da ONU, além de representantes de vários setores da Organização, se reunirão para discutir como podemos transformar o planeta em um lugar melhor para viver, inclusive para as futuras gerações. Uma grande responsabilidade, não é mesmo?
A ideia da realização dessa Conferência no Brasil foi do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em 2007, fez a proposta para a ONU. E você sabe por que o evento recebeu o nome de Rio+20? Porque a reunião acontecerá no Rio de Janeiro, exatamente 20 anos depois de outra conferência internacional que tinha objetivos muito semelhantes: a Eco92, também promovida pela ONU, na capital fluminense, para debater meios possíveis de desenvolvimento sem desrespeitar o meio ambiente. O evento rendeu a criação de vários documentos importantes - como a Agenda 21, a Carta da Terra e as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica -, além de ter consagrado uma menina de - acredite! -, apenas, 12 anos.
Vários outros documentos foram escritos após conferências e festivais que mobilizaram não só ecologistas, mas autoridades e outras pessoas gabaritadas, preocupadas com os temas predominantes da atualidade, como é o caso da Carta da Floresta, em defesa da Floresta Amazônica.

"que a Amazônia seja compreendida como múltiplos e complexos sistemas biológicos e culturais,"...

E num momento mais do que propício para que todos se mobilizem, governantes e sociedade civil, em busca de soluções palpáveis e reais para a preservação do meio ambiente. Pela salvação do "nosso" Planeta, acho que todos os habitantes da Terra deveriam concienstizarem-se de que preservar é responsabilidade de todos. E após pesquisas sobre temas ambientais de extrema relevância, encontrei uma carta publicada por Doroni Hilgeberg. Elaborada por Escritores e demais participantes do Festival Internacional da Floresta- FLIFLORESTA, que estiveram reunidos em Manaus, capital do Amazonas, de 17 a 22 de novembro de 2.008, a CARTA DA FLORESTA, expressa sentimentos, preocupações e compromissos em relação ao presente a ao futuro da Amazônia e das suas populações. Esse encontro durou 6 dias de intensas palestras, questionamentos, conscientização e debates com a plateia. Participaram pessoas gabaritadas, escritores estrangeiros e uma leva de autoridades ligadas ao processo educativo, ambiental e produtivo, falando pelo bem da Amazônia, dos povos e da floresta.
É uma pena que, por motivos de direitos autorais, eu não possa publicar aquí o conteúdo da carta, mas se vocês quiserem lê-la na íntrega acessem o Blog OverMundo  www.overmundo.com.br

Eu assinaria embaixo da Carta da Floresta que, em seu conteúdo "expressa sentimentos, preocupações e compromissos em relação ao presente e ao futuro das Amazônia e das suas populações." Já que conhecer e preservar a Amazônia, sua riqueza e seus povos é muito mais do que uma obrigação para o Brasil. É a garantia de um futuro digno para nosso país e todos os brasileiros.



domingo, 10 de junho de 2012

Através da música "Tarde em Itapoã", viajei...

Adoro ouvir música pois, acredito que elas nos fazem entrar em contato com os nossos sentimentos e recordações. E não foi diferente hoje ao ouvir a música "Tarde em Itapoã", de Vinícius e Toquinho. Embalada pela poesia da música: "Passar uma tarde em Itapoã..." viajei, "...E nos espaços serenos, sem ontem nem amanhã, dormir nos braços morenos da lua de Itapoã...É bom!...". De repente me ví em Itapuã dançando sob a luz da lua no restaurante "Casquinhas de Siri", fato que já me aconteceu e marcou... O restaurante que fica à beira mar, localizado na Avenida Otávio Mangabeira s/n, em Piatã. Da última vez em que eu estive lá, a banda da casa tocou essa música e eu fiquei emocionada, não só pela música em sí, mas pelos dias felizes que passei em Salvador. Bem, quando estive lá, a comida era ótima assim como a companhia...  Porém, eu sou suspeita para falar, porque adoro a cidade e já estive lá diversas vezes.
Mas ao falar em Salvador é impossível não lembrar das comidas típicas da região. Eu gosto muito da comida baiana, só tenho restrições ao dendê, mas quando estou viajando experimento de tudo. Passar uma tarde em Itapoã, que tem o mar calmo e areias enfeitadas por coqueiros, um Farol de listras vermelhas, a famosa Lagoa do Abaeté, e as barracas com suas comidas típicas é um programão... A barraca "de Cira", famosa baiana de acarajé, atrai muitos turistas, artistas, políticos e gente da terra. Por lá também se encontra cocadas vendidas pelas baianas, que é tudo de bom. Não dá para esquecer da caldeirada, assim como da moqueca do Restaurante Yemanjá que fica na Avenida Otávio Mangabeira, 4655, na Armação, é dos deuses. Programas não faltam... À tardinha você também pode escolher ir ao Solar do Unhão, que está localizado na Avenida Contorno, uma das diversas ladeiras que conecta a Cidade Alta à Cidade Baixa. É um passeio inesquecível tanto para baianos que ainda não conhecem quanto para turistas. O endereço é:  Avenida Contorno, s/nº, no bairro do Comércio - Cidade Baixa. Lá você irá encontrar o Solar Café, que fica no MAM, misto de café e restaurante, que após passar por reforma, foi inaugurado em dezembro de 2008, no Píer do Solar do Unhão, sítio histórico que também abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia. O Solar Café é hoje uma referência de sofisticação gastronômica em Salvador, com um cardápio variado e o melhor da cozinha contemporânea, conta com criações exclusivas e absolutamente deliciosas. O cardápio inclui pratos como: massas, filés, frutos do mar, saladas, crepes, entradas quentes e frias e sanduíches deliciosos que podem ser saboreados com cafés gelados, cafés ‘batizados’ e drinks diversos ou harmonizados com uma excelente carta de vinhos. Fotos antigas da cidade fazem parte da nova decoração do local, que tem uma vista da bahia de todos os santos. A propriedade pertencia a Pedro de Unhão Castelo Branco, que residiu no solar a partir de 1690, e deixou de herança o nome de um dos mais belos cartões postais de Salvador. No local onde antes os escravos dormiam, funciona um restaurante com o nome de Solar Café.
Mas nem só de comida vive Salvador, no MAM (Museu de Arte Moderna) aberto em 1969, administrado pela Secretaria de Cultura do Estado/DIMUS, e que conta com 5 salas expositivas, há uma variedade de atrações. Você também poderá curtir JAZZ no MAM, todo sábado acontece uma Jazz Session. O evento atrai muitos jovens e amantes do Jazz, ou apenas admiradores do por do sol do local. Se você é baiano e nunca foi, vá conferir. Se você é turista, com certeza vai amar e terá a oportunidade de unir: boa música, belíssima vista e gente interessante. Informações pelo site:http://www.mam.ba.gov.br/exposicoes.asp
Na área externa do Solar do Unhão se encontra o Parque das Esculturas, inaugurado em 1997. Neste local você também poderá apreciar esculturas modernas expostas ao longo do jardim que fica na encosta. Há escadarias e uma " avenida" à beira mar onde se pode passear, ou mesmo sentar-se para apreciar as águas da Baía-de-Todos-os-Santos e ver o sol se por.
Numa cidade de natureza deslumbrante, com praias paradisíacas, festas interruptas, o visitante não pode deixar de conhecer o Centro Histórico que compreende a área histórica de Salvador, capital do estado da Bahia, composto por ruas e monumentos arquitetônicos da época do Brasil Colônia. Subindo o Elevador Lacerda, chegamos ao Pelourinho, centro histórico da Cidade de Salvador e Patrimônio Cultural da Humanidade. O Centro Histórico abrange as áreas dos bairros do Pelourinho, da Sé e do Pilar. Não deixe de visitar também a praça Dois de Julho. Inaugurada em 1856 com o nome Praça Duque de Caxias só ganhou sua atual configuração no final do século XIX, quando, com monumentos importados da França, se tornou uma homenagem à Independencia da Bahia, ganhando assim seu nome atual, onde se encontra o Monumento ao 2 de julho. A praça atrai visitantes com seu incrível obelisco e suas estátuas, mas também existem aqueles que procuram o confoto das árvores centenárias e a tranquilidade quase que irreconhecível no centro da cidade… Aí, só falta uma rede...
Só para lembrar: Vocês devem ter estudado, mas talvez tenham se esquecido de que Salvador é "considerada a primeira capital do Brasil". Embora não seja precisamente correto considerar que uma colônia tenha capital
(já que a ideia de capital está relacionada ao conceito de soberania), por ter abrigado durante mais de dois séculos a sede da administração colonial portuguesa (governo geral e vice-reinado) de 1549 até 1763. Porém, a rigor, o Brasil só teve uma capital "de jure" a partir da Independência em 1822.
Agora que vocês já têm uma pequena mostra do que fazer em Salvador, só me resta cantar o "Samba do Avião", de Antonio Carlos Jobim, e voltar pra minha terrinha... Mas não sem antes dizer que esta música tem muito mais a ver com qualquer pessoa,  carioca (ou não), que chegue ao Rio de Janeiro e desça no Aeroporto Santos Dumont, embora esse só realize voos domésticos, do que no Aeroporto Internacional do Galeão, como diz a letra. Ao chegar ao Rio, mesmo antes de desembarcar a primeira visão que se tem é a do Pão de Açúcar, é emocionante! Eu diria até mesmo inesquecível, para os "forasteiros".
Au revoir!

Parte das informações têm como fonte: http://pt.wikipedia.org/

Comemorar ou não: eis a questão!

Há pessoas que dizem não gostarem de "comemorar datas", tudo bem, é uma questão pessoal. Afinal, tudo na vida é uma questão de escolha... Eu pelo menos, acho que as datas foram criadas para festejar alguma coisa importante, já que elas se tratam de uma homenagem. E acredito que ninguém homenageie algo ou alguém sem importância. E penso eu, que o significado depende do que sentimos a respeito da data. Ao comemorarmos alguma coisa estamos expressando a nossa alegria com a situação ou fato, concordam? Para isso, é necessário que estejamos felizes e de acordo com o sentimento festivo que a data propõe. É preciso ser sincero e estar de acordo com os nossos princícios para que o significado não se perca em mera obrigação ou pior ainda, em resposta ao apelo comercial. Alguns dizem que todo dia é dia disso ou daquilo, não existindo "dia certo" para comemorar. Eu até concordo em termos; se a pessoa realmente no dia-a-dia demonstra seu amor, trata o outro com respeito e afeto fazendo-o sentir-se único. Mas isso requer sensibilidade e atenção aos mínimos detalhes e às "necessidades do outro"... E as necessidades vão além das básicas, já que romance nenhum sobrevive sem emoção, fantasia e dedicação. Flores são importantes, presentes são benvindos, surpresas demonstram que a pessoa é "especial" e não precisa data para isso. Mas, por outro lado, se você está feliz ao lado de quem você ama, acredito na importância de comemorar o "Dia dos Namorados". Creio que para isso servem as datas: para que você concentre em "um só dia" o que você poderia expressar a qualquer hora... É válido, não acham?

sábado, 9 de junho de 2012

Sakura, a flor símbolo do país do sol nascente

Eu adoro tudo o que se relaciona ao Japão, um país tão sofrido que tem superado suas dores através da sabedoria do seu povo. Fico encantada com a relação que eles têm com a natureza, assim como pelas tradições passadas de gerações em gerações.
Os japoneses tem profundo respeito por tudo o que vive; seja pelos humanos, os animais ou plantas. A começar pela bandeira, na qual o círculo vermelho representa o sol nascente, tudo em sua cultura lembra a interação do homem com o meio ambiente e tudo que o cerca. Em suas casas eles usam os quatro elementos, harmonizando o ambiente para sentirem-se integrados com ela a "mãe natureza". E como não podia deixar de ser, os jardins japones são locais de extrema beleza, nos quais sempre se vê um lago com peixinhos, caminhos de pedras e árvores de tamanhos diversos, que expressam a diversidade e a paz que a natureza tem. Até o nome dos filhos que sempre estão relacionados à ela. Fico fascinada com o respeito que eles têm pelas árvores, a ponto de protegê-las contra o frio do inverno amarrando ao seu tronco uma espécie de manta.
A paixão desse povo pela natureza é tão intensa que eles cultuam e respeitam a flor da cerejeira, Sakura em japonês, como a própria bandeira japonesa ou o hino nacional. A flor, sendo o símbolo do país, relembra o renascimento e a floração das cerejeiras só acontece no início da primavera, que por lá começa em abril, dura pouco mais de uma semana e é um acontecimento nacional. Mais de cem milhões de japoneses aguardam o desabrochar da SAKURA com muita ansiedade. Diariamente os meios de comunicação emitem juntamente com o serviço de meteorologia as localidades de floradas. Nesta época o Japão inteiro entra em festividades para apreciar esta flor tão bela e tão fugaz que dura apenas alguns dias. É uma espécie de ritual que eles chamam de hanami que quer dizer, ao pé da letra, apreciar as flores (hana= flor e mi, do verbo miru = ver, olhar). É um evento que atrai milhares de pessoas para os parques onde há essas árvores e se transforma em um momento de contemplação e confraternização, onde as pessoas estendem suas toalhas e fazem piquenique enquanto apreciam o cair das flores. O povo festeja a chegada da primavera com muito entusiasmo e aproveita as flores de Sakura para fazer doces, pães e até sorvetes, que são vendidos em confeitarias e muito apreciados por eles. As lojas são enfeitadas com flores, como se fosse um convite à alegria, inspirada pela chegada da nova estação.
A lenda - Reza a lenda que uma bela divindade desceu dos céus e aterrissou suavemente em uma cerejeira. Chamada de Konohana Sakuya Hime (Princesa da Floração das Árvores), ela é representada na mitologia japonesa pela flor de sakura (cerejeira), que simboliza a fragilidade da vida mundana. Cultuando o mito ou não, nenhum país do mundo celebra o início da primavera como o Japão. É na chegada dessa estação que a paisagem branca e fria do inverno cede espaço para a beleza das cerejeiras que irrompem no extremo sul do arquipélago, em Okinawa, e sobem progressivamente todo o território, até alcançar o norte, em Hokkaido.
Hoje existe catalogado mais de 300 variedades de cerejeiras no Japão. A cerejeira, da família das rosáceas, gênero prunus tem origem na China e Índia e os cruzamentos, melhorias e mutações durante séculos teriam criados estas centenas de variedades. A chegada no Japão consta que é de vários séculos atrás. Consta que já no século VII o imperador SAGA em Kiyoto teria promovido nos jardins do Palácio Imperial o HANAMI (APRECIAÇÃO DAS FLORES).
  
 A floração das cerejeiras inicia a temporada de piqueniques nos parques do Japão